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3 ações para quem não aguenta mais política

João Braga, da Encore Asset, Beatriz da Studio Investimentos, e Ary Zanetta, da Brasil Capital, apresentam suas principais teses no episódio #19 do Market Makers

Por Renato Santiago

04 nov 2022 12h42 - atualizado em 04 nov 2022 03h06

Texto originalmente publicado na CompoundLetter, a newsletter do Market Makers. Inscreva-se na newsletter gratuitamente deixando o seu e-mail aqui!

O momento que todos esperávamos (pelo menos aqui no Market Makers) finalmente chegou: o momento de parar de falar de eleições!

Sim, o assunto é interessante e relevante, pois tudo que acontece em Brasília afeta a economia real e a Bolsa, mas o foco do mercado em política era tão desproporcional, que até para falar de ações estava difícil.

Terminado o segundo turno, portanto, chegou a hora de voltar à vaca fria, como sua avó dizia, ou ao core business, como se diz na Faria Lima. O episódio desta semana do Market Makers é sobre isso: teses de investimentos em ações. Abaixo, um resumo das principais:

Cosan e a alocação de capital

Uma das evidências de que o mercado financeiro (incluindo o Market Makers) só tinha olhos e ouvidos para a política foi a diminuta repercussão que um dos movimentos mais ousados de uma companhia de capital aberto dos últimos tempos: a compra de uma fatia de 4,9% da Vale pela Cosan.

Ary Zanetta Neto, da Brasil Capital, investe em Cosan desde 2009, quando a gestora acabara de ser fundada. Para ele, o mercado não gostou do movimento por um motivo simples: está olhando para o lugar errado. “O grupo [Cosan], junto à Equatorial e à Eneva é hoje o melhor alocador de capital disponível na Bolsa e merece o benefício da dúvida, mas o mercado enxerga hoje apenas a correlação da Vale com a China e decidiu que vai dar errado”, afirma.

Para ouvir a tese completa de Cosan, clique aqui

Smart Fit e suas duas tendências

Beatriz Fortunato, da Studio Investimentos, falou sobre uma tese que não costumamos ouvir muito por aqui: Smart Fit. O investimento na rede de academias se baseia em uma tendência social e outra operacional.

“O Brasil tem uma penetração muito baixa de academias ainda. Nos EUA, 1 em cada 5 pessoas vão à academia; na Europa, 1 em 10; na América Latina, 1 a cada 30. É um setor que vai ganhar espaço na economia, ao mesmo tempo que Smart Fit ganha market share em um modelo de negócio provado.”

Para ouvir a tese completa de Smart Fit, clique aqui

Vivara e a competição ausente

João Braga, da Encore, reforçou sua visão positiva sobre Vivara e suas fortalezas. “Em primeiro lugar, o ambiente competitivo para ela é muito bom, pois sua principal concorrente, a Pandora, está deixando o país. Ela também navegou muito bem o período de inflação mais alta por que seu público foi menos afetado”, conclui.

Vivara é um dos papéis da carteira Market Makers, conduzida pelo nosso analista Matheus Soares, e que deu retorno de 12,16% desde o fim de setembro (contra 8,4% do Ibovespa). A carteira é exclusiva para membros da Comunidade Market Makers de Investimentos. Para conhecê-la, clique aqui.

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Por Renato Santiago

Jornalista, co-fundador do canal Market Makers e do Stock Pickers, duas vezes eleito o podcast mais admirado do Brasil. Passou por grandes redações do país, como o jornal Folha de S. Paulo e revista Exame, e atuou na cobertura de diferentes temas, de cotidiano até economia e negócios. Sua missão, hoje, é a de usar sua expertise editorial e habilidades de reportagem para traduzir o mundo das finanças e mercado financeiro ao grande público.

renato.santiago@empiricus.com.br