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Quero ser Dynamo

E veja por que você também vai querer ser

Thiago Salomão

Por Thiago Salomão

02 Mar 2026 18h18 - atualizado em 02 Mar 2026 06h19

O filme “Quero Ser John Malkovich” é uma comédia surrealista sobre uma pessoa que descobre que pode passar 15 minutos da vida na mente do ator John Malkovich – e tal lampejo na vida de outra pessoa vira uma obsessão na sociedade.

O filme é uma crítica à insatisfação da sociedade com a própria vida, que busca em novos corpos uma forma de viver uma vida melhor.

Neste texto, faço uma adaptação menos surrealista: estou muito feliz com minha vida, obrigado, mas vejo na Dynamo a casa que me serve de referência a tudo que pretendo construir no mercado financeiro – seja no nosso fundo de ações, seja no nosso podcast.

Eu não quero ser a cópia da Dynamo, mas em toda oportunidade que eu tiver de entrar no “sistema operacional” da mais longeva e vitoriosa casa de investimentos em ações do Brasil, eu o farei. 

Foi o que eu fiz neste fim de semana, assistindo à entrevista que Luiz Orenstein e Bruno Rudge, sócios da Dynamo, concederam ao Tiago Fernandes, CEO da gestora de impacto VRB. E não podia deixar de compartilhar com todos os 3 leitores desta newsletter. 

Durante 90 minutos, Rudge e “Lula” (apelido do Orenstein) falaram sobre suas histórias de vida, sobre erros e acertos da Dynamo, sobre futuro e sobre o momento atual do Brasil. Trarei aqui os 2 pontos que mais me marcaram na conversa: 

Curiosidade Intelectual

Compounding do Conhecimento

1- Curiosidade Intelectual

“O futuro de uma empresa é um mistério decifrável”, diz Lula. E tal qual a mitologia nos ensina, ou você decifre essa esfinge, ou você é devorado.

E decifrar isso não é um corolário de finanças. É um exercício interdisciplinar que envolve sociologia, psicologia, história, cultura corporativa, gente, incentivos…

Quando criamos o Market Makers, escrevemos um “Manifesto” que definia nossos princípios e o que nos movia para fazer o que estávamos criando na época. E um dos itens que citamos foi justamente este que foi mencionado pelos sócios da Dynamo como um diferencial da casa: a curiosidade intelectual.

Eu não quero ser presunçoso de achar que só nós e a Dynamo que temos curiosidade intelectual. Mas aqui nós de fato aplicamos isso na prática. Ou como o próprio Lula diz: investir não é um corolário de finanças.

”Todo analista que tem uma ideia precisa ter um esforço enorme em procurar onde ele pode estar errado”, disse Lula no podcast.

Para isso, ele parte do princípio de ser eclético nos modelos mentais. Essa parte me fez sorrir: você não vira um bom investidor só lendo release e montando planilha, mas quando você aprende a fazer perguntas melhores.

E sabe de onde vem as melhores perguntas? Da curiosidade genuína. Aquela que pode fazer você parecer chato ou até antiquado, mas que vai extrair o que você não esperava.

2- Compounding do Conhecimento

“Conhecimento não se deprecia… é o compounding do conhecimento”, disse Lula. Bom, aqui eu nem preciso dizer muito, pois o nome da newsletter não é “CompoundLetter” à toa: acreditamos que todo aprendizado vai sendo absorvido e usado para nos deixar mais preparado para aprendizados futuros.

É o juro sobre juro, só que de conhecimento.

O podcast ajuda nesse compounding? Absolutamente. Principalmente nas conversas pré e pós-gravação (sinto muito, esse é um benefício meu que é muito difícil de repassar integralmente).

E juntando com o que foi dito no item anterior, conversar com pessoas de diferentes áreas e que falam de outros assuntos só amplia ainda mais esse conhecimento.

Uma coisa que foi dita no podcast e que eu valorizo muito é a interação repetida: afinal, por que conversar pela 10ª vez com o CEO de uma das empresas investidas? Ora, pra entender o quanto ele manteve o discurso das outras 9 interações, ou uma mudança de humor, de perspectiva…

Nunca somos os mesmos – nem nós, nem eles, nem o mundo. Acompanhar essa dinâmica é fundamental para entender o filme e não só a foto.

Exercitar esse compounding é cada vez mais difícil em um mundo em que as pessoas parecem viciadas em respostas rápidas, opiniões instantâneas, gráficos intradays, teses que cabem num tweet.

Certo dia, falei para um gestor que queria criar um resumo em uma página de cada uma de nossas teses para divulgar para nossa base de seguidores. Ele respondeu com um simples e honesto “por quê?”. O silêncio me fez refletir e ele logo completou com o que já havia se tornado óbvio para mim: “por que tudo que fazemos hoje precisa ser resumido, caber numa tela de celular? Deixa a pessoa ler a análise inteira!”

(em tempos: ainda gosto da ideia do One Page por acreditar que nós conseguimos entregar isso com qualidade. Mas o argumento deste gestor ecoa em mim até hoje).

Refletindo sobre essa entrevista da Dynamo, você entende por que essas “aparições públicas raríssimas” fazem sentido: quem vive de compounding não tem pressa de aparecer. 

Essa entrevista com a Dynamo me fez refletir mais sobre usar curiosidade como método e ter o “compounding” do conhecimento como estratégia.

No fim das contas, concluo que o “Quero Ser Dynamo” signifique só isso: quero construir algo que dure.

Estar cercado das pessoas certas é fundamental para isso. Ter empatia e, principalmente, admiração pelos seus sócios é determinante para a longevidade. Obrigado, Josué e Matheus, por estarem comigo nessa.

Em tempos: nosso fundo do Market Makers superou a marca de R$ 20 milhões de patrimônio e de 800 cotistas na base! Nos últimos 36 meses, a rentabilidade do MARKET MAKERS FIA é de 95,3%, contra alta de 80% do Ibovespa.

Se quiser investir no Market Makers FIA, ele está disponível nas plataformas do:

  • BTG Pactual
  • Inter
  • C6
  • EQI
  • Genial
  • Necton
  • CM Capital

E, para finalizar, quero fazer um convite: dia 23 de março, nós vamos realizar uma Reunião Estratégica. O tema principal são as 7 mudanças estruturais da Bolsa. A ideia é abrir oportunidades, riscos e atualizações do movimento que pode definir a maior alta dos próximos anos.

É um evento online e gratuito. Mas demanda inscrição. Faça a sua aqui.

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Thiago Salomão
Por Thiago Salomão

Fundador do Market Makers, analista de investimentos CNPI-P, MBA em Mercados Financeiros na Fipecafi e na UBS/B3. Antes de fundar o MMakers, foi editor-chefe do InfoMoney, analista de ações na Rico Investimentos, co-fundou o podcast Stock Pickers e foi sócio da XP de 2015 a 2021

thiago.salomao@mmakers.com.br