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Faria Lulers ou Faria Minions?

Ao menos até domingo, quando as urnas serão ligadas, a política será protagonista na Faria Lima

Por Renato Santiago

30 set 2022 11h02 - atualizado em 30 set 2022 11h03

Ontem realizamos o nosso primeiro episódio ao vivo aqui no Market Makers.

E como domingo é dia de apertar o verde, o assunto não poderia ser outro: eleições e investimentos.

Antes de mais nada, se você estiver pensando: “lá vêm esses faria lulers fazer doutrinação” ou “lá vem evangelização de bolsominion”, pode ficar tranquilo. Não se trata de conteúdo político e eleitoral, mas financeiro e sobre investimentos no contexto das eleições.

Trouxemos uma tropa de peso para explicar como cada um deles se posicionou e agiu (ou não) durante o processo eleitoral deste ano.

A íntegra do episódio você confere aqui. Abaixo um resumo do que cada um disse.

  • Felipe Miranda (Empiricus)

Para o estrategista da Empiricus, eleições não são o driver principal para os mercados. “Está acontecendo uma hecatombe lá fora”, diz, referindo-se à deterioração macroeconômica internacional. Ainda assim, Miranda acredita que existe um prêmio de risco alto associado às eleições. “Na dúvida, não vou comprar bolsa na sexta-feira. A superação das eleições é positiva”, resume.

Assista aqui a opinião de Felipe Miranda

  • Daniel Lichsenring (Verde Asset)

O economista da Verde trabalha com cenário de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o mais provável. Para Liechsenring, no longo prazo, o resultado pode ser ruim. “Minha régua, por ser economista é julgar um governo com uma régua de aumento de produtividade e maior integração com o mundo. Quando eu uso essa régua, não consigo encher motivos para acreditar que teremos um governo do PT que faça isso“, afirma. “Vai ser uma administração entre ruim e péssima”, completa.

Assista a participação de Daniel Lichsenring

  • Fabricio Taschetto (ACE Capital)

Não há uma grande diferença de posições de um governo para o outro, porque o que está pesando mais é o que tá acontecendo lá fora. Claro que governos populistas tendem a gastar mais, mas hoje o que está prevalecendo é o exterior. O que podemos ver já é um efeito nas estatais: enquanto o governo Bolsonaro conseguiu avanços, o PT pode entrar com uma cabeça de mais gastança, já que no governo dele, embora exitoso no macro, foi mais intervencionista no micro.

Essa diferença nós vemos como bem grande.

“Nossa maior posição hoje é vendida em inflação implícita (perto de 5,80%, depende do ponto que pega). Banco Central é independente não importa o governo e Roberto Campos Neto vai ficar por mais dois anos, bastante hawkish e demonstrado preocupação em convergir para meta.”

Veja a participação completa do gestor

  • Carlos “Duda” Rocha, da Occam Asset

Por conta da chance maior de vitória do PT, aumentou posições tomadas em juros porque a credibilidade fiscal vai demorar mais para chegar. “Mudamos muito mais a carteira por causa de uma deterioração do mercado externo, que pode chegar ao Brasil. Por isso seguimos tomados em juros, fora do consenso”. Segundo o gestor da Occam, o Brasil está sim barato, mas agora até mercados desenvolvidos estão baratos.

Confira a opinião do gestor aqui

  • André Raduan, da Genoa Capital

“Estamos mais otimistas que a média com o Brasil. Comprados na moeda e bolsa, mas não fizemos grandes aumentos ou reduções de volatilidade por causa de eleição.”

O que pensa o gestor da Genoa

  • Paolo di Sora, da RPS Capital

Mantém o par long em Brasil / short em EUA, mas a principal mudança foi montar uma estrutura que ganha na queda de Petrobras (put spread e long petróleo lá fora, versus short Petrobras). Afirma que o mercado praticamente não precificou essa maior chance de vitória do Lula na Petrobras.

Confira a opinião completa do gestor

  • Renato Junqueira, da GAP Asset

“Não fizemos nada na carteira por causa das eleições. Primeiro porque já está no preço e o que é mais importante é definir qual será o arcabouço fiscal, mas isso vai vir só mais adiante. O que temos explorado é o movimento de alta de juros mundo afora. Embora a gente ache que aqui os preços estão baratos, é muito difícil explorar isso principalmente se você olhar pra grande mudança de preços que está vindo do exterior. Ainda estamos bem pessimistas com ativos de risco, por isso estamos vendidos em bolsa e tomados em juros.”

Confira aqui o que pensa o gestor da GAP

  • Bruno Coutinho, da Mar Asset

Não mexeu na carteira por causa das eleições no Brasil. Foco na inflação internacional. “O que me preocupa é a falta de preocupação do mercado”, diz Coutinho, referindo-se ao temos de persistência da inflação em 2023.

Veja a opinião do gestor

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Por Renato Santiago

Jornalista, co-fundador do canal Market Makers e do Stock Pickers, duas vezes eleito o podcast mais admirado do Brasil. Passou por grandes redações do país, como o jornal Folha de S. Paulo e revista Exame, e atuou na cobertura de diferentes temas, de cotidiano até economia e negócios. Sua missão, hoje, é a de usar sua expertise editorial e habilidades de reportagem para traduzir o mundo das finanças e mercado financeiro ao grande público.

renato.santiago@empiricus.com.br