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Market Makers na prática e um déjà vu econômico

"O ambiente dos próximos anos pode ficar bem ruim para investir em bolsa", diz Felipe Guerra

Por Josué Guedes

02 dez 2022 13h41 - atualizado em 05 dez 2022 10h47

Texto originalmente publicado na CompoundLetter, a newsletter do Market Makers. Inscreva-se na newsletter gratuitamente deixando o seu e-mail aqui

Com quantos investidores você conversou nos últimos tempos? Quantas opiniões diferentes das suas você confrontou ou debateu? Quantas teses você testou com quem pensa diferente de você?

Se você não interage com outros investidores – principalmente aqueles que divergem da tua opinião -, está perdendo uma grande oportunidade de evoluir. Não há crescimento no consenso.

Esse conflito de ideias é mais do que um pilar do Market Makers: é quase que nossa razão de existir. Eu, na posição privilegiada de espectador VIP de todos os debates que promovemos, posso garantir que não há forma mais produtiva e prazerosa de aprender sobre mercados.

Ontem, quem esteve no primeiro evento da Comunidade Market Makers, sentiu na pele o valor que há na conexão com vários tipos de investidores: dos “tubarões” dos grandes fundos aos pequenos e apaixonados investidores, todos no mesmo ecossistema.

No primeiro painel, com Ruy Alves (gestor da Kinea) e José Rocha (gestor da Dahlia), a conversa fluiu nos mais diversos assuntos, indo do choque de inflação mundo afora, passando pelo grande desafio da China e chegando à PEC da transição no Brasil.

O pessimismo deixado no ar pelo Ruy foi compensado por boas ideias de alocação do “Zé” Rocha. O ponto em comum no pensamento deles: O Brasil, no relativo, tem grandes vantagens nos próximos anos. O motivo está em duas qualidades que serão determinantes para os próximos anos no mundo: somos uma potência agrícola e temos independência energética.

A escolha dos dois não foi à toa: Ruy e Zé são dois dos maiores pensadores neste universo de gestores. A expectativa era alta, mas o resultado conseguiu ser melhor do que imaginávamos. A gravação do painel estará disponível somente na área logada da Comunidade Market Makers.

Depois da dupla Zé e Ruy, tivemos um papo com Felipe Guerra, fundador e gestor da meteórica Legacy, uma gestora que já possui R$ 28 bilhões em ativos sob gestão em pouco mais de 4 anos de existência. O papo com o Guerra vai estar disponível para todo público em nosso podcast e no youtube neste sábado, mas já darei um spoiler: o cenário que ele enxerga não é nada bom.

Os próximos trimestres serão desafiadores por causa dos efeitos que começaremos a sentir com os apertos monetários dos Bancos Centrais mundo afora. Na prática, isso significa “vem recessão por aí”.

Se isso acontecer, aquele comportamento visto nos últimos anos de “buy the dip” (comprar nas quedas) não vai funcionar, pois o ciclo pode se prolongar por mais tempo do que o investidor imagina e o BC não poderá salvar o mercado desta vez.

No Brasil, a coisa não melhora: Guerra disse que as sinalizações dadas pelo PT nos últimos dias trouxeram um “déjá vu” do que nos levou ao desastre de 2014. “Já sabemos o que esperar: mais gastos, mais juros, mais impostos e menos crescimento. Esse negócio desembocou ali no que vimos em 2014. E quando começa a azedar, eles dobram a aposta”.

Por isso mesmo que a carteira do Guerra está com muito mais posições “short” (vendidas) do que “long” (compradas) neste momento.

As posições da Legacy, o que melhoraria o humor do Guerra e muito mais insights você confere neste sábado no episódio #23 do Market Makers!

Em 2023, faremos ainda mais eventos para os membros da Comunidade Market Makers. Se você não quer ficar de fora, clique aqui e aproveite todos benefícios.

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Por Josué Guedes

josue.guedes@mmakers.com.br