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Onde Luis Stuhlberger está investindo

Por Renato Santiago

06 jul 2022 11h40 - atualizado em 06 jul 2022 11h40

Luis Stuhlberger é CEO e CIO da Verde Asset Management e o principal gestor do FUNDO VERDE, um dos mais vitoriosos do Brasil.

Em 25 anos de vida, o Verde RENDEU 20.170%, quase 9x o CDI no período.

Pra se ter uma ideia do que isso significa: quem aplicou R$ 10 mil no Fundo Verde no dia 1 dele teria hoje mais de R$ 2 milhões.

Nesta semana rolou o encontro anual que a Verde Asset realiza com seus clientes. O evento marcou o 25º aniversário do fundo.

Só de estar na seleta plateia já seria especial. Imagina então ser convidado para entrevistar o Stuhlberger no encerramento?

A ficha demorou pra cair quando ele me convidou. “Por que eu?”, pensava.

Embora possa existir pessoas muito mais capacitadas para estar no meu lugar na foto, tenho certeza que ninguém no mundo queria estar lá mais do que eu. Se estivesse na plateia, com certeza estaria com inveja do entrevistador.

Minha vocação (pelo menos a que eu escolhi para mim) é contar grandes histórias do mercado. Por isso, não queria estar em outro lugar no mundo que não fosse nesta poltrona, de frente para o maior gestor do Brasil no níver de 25 do fundo dele.

“Lindo, mas… o que ele falou?”

O evento teve 4 horas de duração, mas foi nos 30 minutos da nossa entrevista que Stuhlberger falou o que todos os jornais repercutiram — quando ele definiu a disputa entre Lula e Bolsonaro como “um psicopata contra um incompetente bem intencionado”.

Outros destaques da entrevista:

> Eleições: estudos indicam que o Lula deve ganhar com uma margem apertada. Mas mesmo que a vitória seja de Bolsonaro, o resultado econômico será “desastroso”, pois ambos candidatos provavelmente romperão o teto dos gastos após a eleição.

> No caso de Lula eleito, espere por mais impostos (taxação de dividendos é bem provável)

> Bolsa americana já caiu o suficiente para ser considerada “na média” de preços. Não está uma super pechincha, mas já tem coisa ficando bem barata.

> Ainda lá fora, os fundos long & short estão com “posição líquida comprada” em 35%, bem abaixo da média (50%) e em níveis parecidos com 2008. Ou seja, os fundos já estão com posições “leves” em ações, o que pode diminuir a força de novas quedas.

> S&P entre 3.700/3.500 pode ser uma boa oportunidade – embora ele possa cair mais.

> Bolsa brasileira está bem barata na análise de P/L. Grandes posições: Equatorial (EQTL3), Localiza/Unidas (RENT3), Assaí (ASAI3), Hapvida (HAPV3).

> Comprados em petróleo, pois setor não tem investido sequer o capex nos últimos dois anos (“se não tem investimento em produção, como teremos petróleo? Tão simples quanto isso”, disse Luiz Parreiras, segundo maior sócio da Verde).

> Preferem petróleo a Petrobras por causa do risco político

> Aumentaram exposição em crédito privado: historicamente era 1% do fundo até 2020. Hoje, já representa 7%. Possuem investimentos como debêntures perpétuas da Vale e debêntures de infraestrutura de projeto solar.

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Por Renato Santiago

Jornalista, co-fundador do canal Market Makers e do Stock Pickers, duas vezes eleito o podcast mais admirado do Brasil. Passou por grandes redações do país, como o jornal Folha de S. Paulo e revista Exame, e atuou na cobertura de diferentes temas, de cotidiano até economia e negócios. Sua missão, hoje, é a de usar sua expertise editorial e habilidades de reportagem para traduzir o mundo das finanças e mercado financeiro ao grande público.

renato.santiago@empiricus.com.br