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A brutal realidade do crime no Brasil

Viramos um “paraíso jurídico” onde o crime compensa?

Por Market Makers

22 Dec 2025 16h01 - atualizado em 14 Jan 2026 04h06

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O Brasil já virou um “paraíso jurídico” onde o crime compensa — e a gente finge que não vê?

Neste episódio 300 do Market Makers, o juiz criminal Carlos Eduardo Ribeiro Lemos entra na conversa para mostrar, com exemplos duros e diretos, por que a segurança pública vira um tema inevitável para o Brasil — e também para a economia. Ele descreve o que chama de “abismo jurídico” e vai além: defende que o país vive um “paraíso jurídico”, onde a conta entre lucro e risco favorece o crime organizado.

Ao longo do papo, ele explica como facções deixam de “vender droga” e passam a explorar mercados essenciais (energia, internet, gás, transporte), dominando territórios e pressionando comerciantes. Ele conecta esse cenário ao risco Brasil, ao custo para empresas, à concorrência desleal e ao impacto direto em investimentos e crescimento.

O Carlos também expõe como a execução penal vira uma “fantasia” quando não existe estrutura para regime semiaberto e aberto, por que o sistema prisional precisa ser base de qualquer plano sério, e como a lei antiterror (do jeito que está) acaba não alcançando o que, segundo ele, seria terrorismo em “qualquer lugar do mundo”.

E quando o assunto vira solução, ele bate na tecla: sem vontade política, sem ajuste de leis, e sem enfrentar o domínio territorial, o problema só escala — e o custo social e econômico fica cada vez maior.

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