No episódio 280 do Market Makers, recebemos o deputado federal Eduardo Bolsonaro diretamente dos Estados Unidos. Ele comenta a notícia de que o STF (Suprema Tribunal Federal), sob relatoria de Alexandre de Moraes, marca o julgamento que pode torná-lo réu por coação.
Eduardo classifica a ação como uma perseguição e uma tentativa de “tapetão” para torná-lo inelegível, visando as eleições de 2026. Durante o papo, Eduardo Bolsonaro admite e diz “se orgulhar” de ter contribuído para as sanções internacionais (Lei Magnitsky) aplicadas contra Moraes, que, segundo ele, é um “psicopata” cujo objetivo é “matar” Jair Bolsonaro “literalmente”.
Sobre o futuro da direita, Eduardo critica a pulverização e as brigas internas (citando o caso de Carlos Bolsonaro e Ana Campagnolo) e faz duras críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ele define Tarcísio como a “direita permitida” pelo establishment e questiona nomeações em seu governo ligadas a Fernando Haddad (PT) e ao PSOL.
Eduardo Bolsonaro também confirma: caso seu pai, Jair Bolsonaro, não possa concorrer, ele deseja colocar seu próprio nome na disputa presidencial. O deputado detalha ainda seu plano para o Brasil, focado em duas frentes:
-Segurança: Implementar o “Modelo Bukele” de El Salvador, quebrando o tripé da insegurança (desarmamento, tráfico e desencarceramento).
-Economia: Reduzir o tamanho do estado, argumentando que Lula não pode fazer o mesmo, pois manter um “estado gigantesco” alimentado por impostos é a única forma de sobrevivência política do PT.
Por fim, Eduardo faz uma autocrítica sobre o governo Bolsonaro (2019-2022), apontando erros na nomeação de ministros “técnicos” que não o defendiam publicamente e no corte drástico do orçamento de comunicação (gestão Santos Cruz), que impediu o governo de rebater narrativas internacionais, como as de Macron sobre a Amazônia.