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A IA produz conteúdo ruim? Eis a verdade!
A IA não está substituindo o trabalho do analista, mas eliminando tarefas operacionais para que ele foque em análise e decisão.
Nesta semana, o Market Makers fez uma live para falar sobre como a IA – mais especificamente o Claude – está transformando o mercado financeiro. Você pode ver aqui, mas só depois que terminar de ler, hein, rs.
O entrevistado deste programa foi ninguém menos que Leonardo Dawadji, um dos maiores (senão o maior) especialista nos dois temas (Claude e mercado financeiro). E falo isso com skin in the game. O Leo passou um tempo aqui no Market Makers e estruturou todo nosso uso desta ferramenta e otimizou processos, criou funcionalidades e, principalmente, salvou horas e mais horas do nosso tempo.
Por essas e outras, decidi convidá-lo para escrever neste espaço essa semana.
Aproveite um pouco mais do brilhantismo do Leo.
A TECNOLOGIA AVANÇA TODA SEMANA. VOCÊ ESTÁ ACOMPANHANDO?
As últimas empresas que me procuraram para falar de IA tinham uma coisa em comum. Em geral, é algo que espero antes mesmo de entrar na sala. A desconfiança.
Um tópico recorrente das minhas conversas sobre adoção de IA nas empresas é:
IA produz conteúdo ruim?
No entanto, a origem do conteúdo ruim gerado pela IA é, normalmente, outra.
Garbage in, garbage out.
Quem alimenta a máquina de qualquer jeito e espera milagre normalmente não vai ter um bom resultado. A IA não salva um processo bagunçado, ela amplifica o caos.
A segunda observação é a que mais me incomoda. No Brasil, fomos educados a nos acostumar em receber tecnologia com atraso. Só que esse gap temporal já deveria ter fechado, e muito. Hoje o deploy das ferramentas é global e em tempo real: o modelo que o analista usa em Nova York de manhã está disponível no interior do Brasil, na mesma hora. Pela primeira vez na história, estamos tendo a oportunidade de largar juntos. E o que a gente faz com essa vantagem inédita? Trava.
Os principais vilões, nesse caso, são: Sistema legado, cultura do “vamos esperar amadurecer” e medo de ser disruptado.
Terceira: o medo tem fundamento, mas está mal calibrado. Uma analogia simples e que mostra um pouco isso: Se o seu app de música trava, você abre outro, e está tudo certo. Agora, se o seu app do banco mostra um saldo zerado, você entra em pânico.
O risco em finanças é desproporcional, e ainda tem o agravante das vulnerabilidades novas da era da IA, como prompt injection (ataque cibernético onde instruções maliciosas manipulam uma inteligência artificial para que ela ignore suas regras originais e execute ações não autorizadas).
Só que ninguém faz a outra conta: a tecnologia avança toda semana. Quem congela não fica seguro. Fica exposto e atrasado ao mesmo tempo. A conta sempre chega.
Enquanto isso, lá fora, os grandes laboratórios de IA montaram times de engenheiros dentro dos bancos pra aprender os fluxos e automatizá-los. O fundo soberano da Noruega gere $2,2 trilhões com 700 pessoas e ficou 20% mais produtivo em um ano usando IA.
O trabalho do analista não acabou: a parte braçal (estruturar, compilar, montar relatório) está indo pra máquina. Sobra justamente o que deveria ser a parte humana do trabalho: analisar e decidir.
A história já rodou esse filme: boa parte dos trabalhos que a tecnologia eliminou nunca deveria ter sido feita por humanos. E criamos outros, melhores.
O nosso problema não é tecnológico, é organizacional. Stanford estudou 51 implementações de IA e cravou: “the difference was never the model, it was always the organization”. Temos, pela primeira vez, acesso simultâneo à melhor tecnologia do mundo. A janela de arbitragem está aberta pra quem arrumar a casa primeiro. Comece.
Ah, junto com a live, a gente lançou o curso virtual Claude para Mercado Financeiro, uma parceria minha com o Market Makers. A ideia desse conteúdo – que é bem prático e objetivo é levar você so primeiro prompt a agentes de investimento automatizados — com método, com rigor e sem código.
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