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Clóvis de Barros, o ¨acaso¨ e a minha nova carteira de investimentos
O acaso de um café mudou completamente a forma como eu invisto meu dinheiro. E talvez mude a sua também.
Gravei semana passada um episódio com o filósofo Clóvis de Barros Filho. Quem o viu na primeira vinda dele ao Market Makers já sabe que suas conversas são imperdíveis – e essa de fato, foi. Não quero dar spoilers, mas teve um aprendizado que gostaria de usar nesta newsletter, que foi quando falamos do poder do “acaso”.
Clóvis contou uma história para retratar o quanto o fator “sorte” tem importância no rumo de nossas vidas. Como algo tão despretensioso pode impactar totalmente o nosso futuro – claro, desde que a gente aproveite este acaso, já que ele não surge em nossas vidas com um aviso luminoso dizendo “A sorte chegou”.
Recentemente, tive um acaso desses na minha vida. E assim como expliquei acima, ele nem de longe parecia um lance de sorte, mas a ver pelo que realizarei nesta semana, posso dizer que ele sim teve um impacto significativo na minha vida.
A história começa num café. Dentre tantos cafés que sou convidado (e que infelizmente não consigo atender a todos os convites), um deles me fez conhecer Rafael Mendes, um consultor com um apetite para fazer estudos profundos que poucas pessoas têm paciência de fazer.
Após uma boa primeira conversa, marcamos outros papos. E num destes papos, contei a ele que divido meus investimentos pessoais em duas partes: uma parte eu chamo de “skin in the game” e está totalmente no MARKET MAKERS FIA, o fundo de ações do Market Makers.
A segunda parte estava no que eu chamava de “carteira de renda”. E o que era isso? Ativos que me pagam um rendimento mensal e que, com esse montante, eu pagaria parte do meu custo de vida. Minha meta era engordar esta carteira até que seus rendimentos mensais pagassem a totalidade dos meus custos.
Simples e aparentemente inteligente, pensava eu. Mas não foi o que o Rafael achou:
“Caramba, como um cara tão inteligente e bem informado como você cai nesse papo de carteira de renda?”, disse ele.
A primeira resposta que passou pela minha cabeça não era nada educada e, por isso, não a proferi. Preferi um cordial e simples “por quê?”
Rafael disse que entendia o fato de ser quase terapêutico ver um dinheiro caindo todo mês. Mas a questão é que eu não preciso de uma renda passiva agora, pois eu já tenho isso com meu trabalho. Além do mais, eu pretendo trabalhar no que faço por mais uns 40 anos da minha vida.
Ora, se eu já tenho minha renda do trabalho e não pretendo parar de trabalhar tão cedo, por que diabos eu estava montando uma carteira como se eu já estivesse aposentado?
Perguntei a ele se não fazia sentido eu montar essa carteira de renda agora e aí quando me aposentasse ela já estaria pronta para me dar rendimentos. Sua resposta me fez perceber na hora como minha estratégia de fato estava errada:
“Pensa comigo: se a sua ideia é usar esse dinheiro daqui uns 40 anos, o que você acha que vai se valorizar mais entre hoje e 2065? Uma carteira de ativos de renda ou uma carteira em ativos de crescimento?”
Touché.
A questão é: existe uma carteira para quem já chegou lá e uma carteira para quem ainda está construindo. Eu estou na fase de construção, não só por eu ainda não ter um patrimônio suficiente para viver de renda, mas também pelo simples fato de que eu ainda quero trabalhar por muito tempo e fazer o Market Makers ser muito maior do que é hoje.
Se eu ainda quero correr risco com o meu capital humano, com a minha empresa e com a minha energia, por que minha carteira tinha a cara de um senhor aposentado tomando água de coco em Búzios?
Não fazia sentido.
O “acaso” daquele café me fez decidir trocar minha carteira focada em renda por uma carteira focada em crescimento.
Hoje, eu não preciso que ela pague minhas contas, eu preciso que ela cresça. Concluí que o “Thiago do presente” não precisa ter a carteira ideal para o “Thiago do futuro”. Tão simples quanto isso.
Mas assim que tive essa conclusão, logo pensei: será que há mais pessoas que, assim como eu (perto dos 40 anos e que pretendem trabalhar por algumas décadas mais), estão com a carteira de investimentos desajustada ao momento de vida?
Foi por isso que resolvi tornar esta minha experiência pública. Eu acredito tanto no poder transformador que o meu podcast causa, então por que não tornar esta decisão de investimento em algo que pode educar outros tantos investidores?
Por isso, nesta quarta-feira, dia 27 de maio, às 19h (horário de Brasília), vou abrir essa minha nova carteira para quem quiser ver. Esta carteira contou com o rigor técnico e precisão da Lais Costa, analista da Empiricus responsável pela cobertura de fundos e pela alocação dos portfólios.
Ela fez um estudo histórico super detalhado para chegar ao portfólio ideal para o meu momento de vida e chegou em 10 ativos que farão parte da minha carteira. Vamos mostrar isso tudo na quarta-feira.
E antes que pergunte: não vai custar nada, é 100% grátis! A ideia é que você aprenda com o que fiz na prática pra mim mesmo.
Ah: quem for assinante do M3 Club já terá acesso a essa lista de ativos nesta segunda-feira que disparei este email. É o mínimo que posso fazer pra quem nos deu esse voto de confiança e nos ajudou a construir a maior comunidade de investidores do Brasil.
E uma novidade que explicarei melhor na live quarta-feira: quem curtir minha carteira de ETFs e quiser copiá-la, não vai precisar montar uma planilha e escolher ETF por ETF. Você vai poder fazer isso com apenas um clique.
Isso porque esta carteira será automatizada pelo BTG Pactual. É apertar um botão e replicar a carteira inteira. E assim como a live, isso também vai ser de graça. Você só precisa, obviamente, ter uma conta no BTG Pactual.
Se você não ficar de fora, clique no botão abaixo para ser avisado quando a carteira estiver no ar e a live começar!