Notícia

2min leitura

icon-book

Controvérsia ou coerência?

Quem olha para a trajetória de Aldo Rebelo pode pensar que há uma controvérsia clara em seus posicionamentos atuais.

Leopoldo Rosa

Por Leopoldo Rosa

08 May 2026 12h00 - atualizado em 09 May 2026 02h50

Aldo, que construiu trajetória política no PC do B, foi ministro dos governos Lula e Dilma e militante estudantil, agora dá expediente pelo DC, o Democracia Cristã, imortalizado no jingle chiclete de José Maria Eymael.

Mas Aldo Rebelo garante – e argumenta em nome da coerência de suas posições, independentemente do partido que o abriga. 

Onde está Aldo Rebelo?

A gente sabe que posicionamento político é – e para o bem do pensamento livre deveria ser – mais do que o dual frio entre esquerda e direita. Há muitos tons de cinza. Mas é inevitável perguntar isso a um político que depois de 4 décadas no mais comunista dos partidos, dá expediente numa legenda cristã. Aldo Rebelo não fugiu da pergunta.

“Eu tenho essa inclinação nacionalista, democrática, que às vezes, a direita reduz a importância. Fui criado na época do governo militar, você não pode nem ouvir uma música de Chico Buarque porque isso era um risco. Nós lutávamos, isso me deu a convicção de que a liberdade de pensamento é importante. Hoje às pessoas acham que a única liberdade que importa é a sua”. 

Ele volta em outros momentos da conversa a dizer que não se considera de direita, mas um nacionalista. 

MEIO AMBIENTE – ¨Qualquer ato na natureza vai ter algum impacto ambiental¨

Aldo Rebelo gerou fricção quando, na base dos governos lulopetista, redigiu o Código Florestal, atacado pela esquerda. Até hoje, ele mantém posição sobre o texto e ataca ONGs e entidades que, segundo ele, usam o Ministério Público como braço jurídico e acabam legislando em vez de apenas militar por seus ideais.

“Ibama, juizado de primeiro grau. Qualquer juiz para qualquer coisa no Brasil. MP, STF, ICMBio, Funai. Qualquer ONG entra no Ministério Público e ele pede a um juiz que pare qualquer coisa. Nós desequilibramos a relação entre meio-ambiente e o interesse geral.” 

Ainda nessa seara, o pré-candidato à Presidência falou sobre a COP 30 e sobre como a conferência, em sua opinião, fracassou. 

“Não foi um fiasco por causa do Brasil, por causa do Lula. Foi um fiasco porque essa não é a agenda do mundo. O presidente dos Estados Unidos não aparece e não manda sequer o porteiro da Casa Branca, não veio o presidente da China, da Índia, nem os do Mercosul! Foi um convescote de ONGs e dos amigos das ONGs para nada”. 

A JÓIA DA COROA – O que fazer com as terras raras?

Outro assunto relacionado ao meio-ambiente que surgiu na conversa foram as terras raras. 

Aldo Rebelo acredita que o Brasil deve ter mais terras raras do que a China – líder mundial até o momento – mas ainda não conhece onde estão todas elas. Ele acredita no potencial desse ativo para trazer investimentos de outros países do mundo para o país. 

“O Brasil não vai ter onde colocar dinheiro. E aí o que acontece: você vai conhecer taxas de crescimento de 4%. E vamos imbicar para baixo a taxa de juros e a relação dívida x PIB”. 

A entrevista com Aldo Rebelo pode ser vista aqui. E você pode responder a esse e-mail sugerindo: quem você gostaria de ouvir no Market Makers – Eleições 2026? 

Um abraço, 
Leopoldo Rosa

Compartilhe

Leopoldo Rosa
Por Leopoldo Rosa

Leopoldo Rosa é COO do Market Makers. Jornalista com MBA em Mercado de Capitais pela UBS/B3 e em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Tem passagens por Globo, CBN, CNN e Abril.

leopoldo.rosalino.ext@mmakers.com.br