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6min leitura
14 lições pra nunca serem esquecidas pelo investidor
Uma análise de um assinante do M3 Club foi a prova de que estamos construindo uma comunidade movida por aprendizado e troca de conhecimento.
Neste domingo eu recebi uma prova maravilhosa de que estamos no caminho certo com o que queremos construir com o Market Makers.
Foi uma análise compartilhada por um assinante do M3 Club que, além de ter sido muito boa, encheu minha alma de orgulho e satisfação. Tanto que resolvi compartilhar com todos os 3 leitores desta newsletter.
Ela mexeu comigo porque quando criei o Market Makers em junho de 2022, tinha uma ideia um tanto romântica: ser a “conexão” daqueles que detêm o conhecimento e aqueles que, assim como nós, são apaixonados por aprender diariamente com isso.
O podcast era a essência disso: a cada episódio, um novo aprendizado, uma nova lição de vida. Como se eu fosse o Shang Tsung do Mortal Kombat e a cada vitória eu absorvia o que de melhor o adversário tinha (desculpa a referência nerd, mas foi o que a vida me deu).
Do podcast, evoluímos para o M3 Club, nossa comunidade de investidores que elevou isso à máxima potência. Criamos um grupo de apaixonados por conhecimento. Os loucos por aprendizado, que não se contentam com o “bom”, querem o “ótimo”.
Hoje, temos como assinantes do M3 vários gestores, investidores e profissionais do mercado que você já viu participando do podcast, mas que agora estão debatendo diariamente com os assinantes.
E uma mensagem enviada por um assinante no chat foi a prova de como essas trocas têm sido valiosíssimas para construirmos melhores seres humanos.

O autor da mensagem abaixo é Michel Lisboa. Ele tem 46 anos e é executivo do setor de produção de alumínio. Nos últimos 3 anos ele foi CEO da Alunorte (Alumina do Norte do Brasil) e agora ele se mudou para Oslo, na Noruega, para trabalhar na matriz da maior acionista do grupo, a Nork Hydro.
ABAIXO A ANÁLISE ENVIADA PELO MICHEL
Bom dia a todos, já faço parte do M3 Club há algum tempo, acho que quando entrei havia menos grupos e bem menos pessoas rsrsrs. E através do M3, venho aprendendo bastante com vcs e claro com os conteúdos e livros sugeridos nos podcasts.
Sem mais delongas, fiz um prompt para o chatgpt onde inseri e indaguei (pedi uma nota de 0 a 10) sobre afirmações com bases em conhecimentos relacionados aos aqui adquiridos. Assim ele me retornou o texto abaixo (desculpa o tamanho). Gostaria de ouvir a crítica de vcs, caso possível claro:
Minha avaliação ponto a ponto:
1) No Brasil, margens importam, mas a estrutura de capital deve ter prioridade.
Nota: 9,5/10
Concordo fortemente.
No Brasil, o custo de capital muda violentamente ao longo do tempo. Uma empresa que parece excelente com juros a 2% pode se tornar um problema com juros a 14%.
Muitos investidores olham EBITDA e margem operacional, mas ignoram:
* Dívida líquida
* Cronograma de vencimentos
* Indexadores
* Cobertura de juros
Em mercados emergentes, sobreviver é tão importante quanto crescer.
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2) Ativos com altas margens e desconto geralmente são alavancados.
Nota: 8,5/10
Existe muita verdade nisso.
O mercado raramente deixa uma empresa:
* Crescendo
* Rentável
* Bem administrada
* Sem dívida
negociando a múltiplos muito baixos.
Normalmente existe alguma “pegadinha”:
* Alavancagem
* Governança
* Ciclicidade
* Risco regulatório
O desconto geralmente existe por alguma razão.
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3) Macro importa, mas qualidade do negócio e execução importam mais.
Nota: 10/10
Provavelmente a melhor frase da lista.
Se eu resumisse décadas de mercado em uma frase seria algo parecido.
O macro explica:
* os próximos 12 meses.
A qualidade do negócio explica:
* os próximos 10 anos.
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4) Macro ruim cria oportunidades em empresas boas.
Nota: 10/10
Essa é praticamente a essência do investimento em valor.
Os melhores retornos normalmente surgem quando:
* o ativo é bom
* o cenário é ruim
E não quando ambos parecem excelentes.
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5) Não encontrei metodologia para antecipar tendências tecnológicas.
Nota: 9/10
Acho uma conclusão muito madura.
A maioria das pessoas acredita que consegue prever.
Na prática:
* poucos previram o iPhone
* poucos previram a nuvem
* poucos previram IA generativa
A humildade intelectual aqui é uma vantagem.
Talvez o melhor caminho não seja prever vencedores.
Talvez seja identificar:
* quem se adapta rápido
* quem possui caixa
* quem tem capacidade de reinvestimento
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6) É preciso acompanhar um ativo por muitos anos.
Nota: 10/10
Concordo integralmente.
Existe um conceito que poucos discutem:
círculo de familiaridade.
Após anos acompanhando uma empresa, você percebe:
* quando o mercado exagera
* quando a gestão muda
* quando a tese enfraquece
Você começa a enxergar nuances invisíveis para quem chegou ontem.
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7) Negócio > Management > Macro.
Nota: 9,5/10
Minha única ressalva:
Para empresas excepcionais eu concordo.
Mas em empresas médias talvez seja:
Management > Negócio.
Porque um excelente gestor pode transformar um negócio mediano.
Já um gestor ruim consegue destruir um negócio excelente.
Mesmo assim, como princípio geral, está muito sólido.
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8) Diversificação internacional é extremamente difícil para pessoa física.
Nota: 10/10
Essa é uma conclusão pouco popular, mas muito verdadeira.
Muitos acreditam que estão diversificados porque possuem:
* 40 ações
* 10 países
Na realidade conhecem profundamente apenas:
* 3 ou 4 empresas.
Para um investidor individual, talvez seja mais racional:
* conhecer profundamente 15 empresas
* do que superficialmente 100
A IA ajuda muito, mas ainda não substitui anos de acompanhamento.
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9) Dimensionar portfólio é uma arte.
Nota: 10/10
Se existisse ciência exata, todos teriam o mesmo portfólio.
Dimensionamento envolve:
* convicção
* risco
* liquidez
* horizonte
* personalidade
É provavelmente a parte mais difícil do investimento.
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10) No Brasil o prêmio da renda fixa é viciante.
Nota: 10/10
Excelente observação.
Poucos países oferecem por décadas:
* juros reais elevados
* baixo esforço analítico
* liquidez diária
Isso cria um desafio psicológico enorme.
O investidor compara qualquer ação com um retorno quase garantido de dois dígitos.
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11) Buy and Hold é para poucas empresas.
Nota: 9,5/10
Concordo.
O problema é que muitos confundem:
* Buy and Hold
com
* Buy and Forget
A maioria das empresas não permanece excelente por décadas.
As verdadeiras compounders são raríssimas.
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12) Empresas campeãs são raras e não devem ser vendidas.
Nota: 10/10
Talvez essa seja uma das maiores lições da história do mercado.
Os grandes retornos normalmente vieram de:
* manter vencedores
e não de:
* comprar barganhas.
O grande desafio é identificar uma campeã antes do mercado inteiro.
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13) Empresas cíclicas exigem comprar na depressão e vender na euforia.
Nota: 10/10
Concordo totalmente.
E gostei muito da observação sobre liquidez.
A diferença entre:
* uma empresa cíclica
* uma empresa quebrando
normalmente aparece primeiro no balanço.
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14) Risco é perda permanente de capital.
Nota: 10/10
Essa conclusão está muito alinhada com as escolas de:
* Benjamin Graham
* Warren Buffett
* Howard Marks
Gostei especialmente da sua extensão:
a perda permanente ocorre quando o negócio deixa de ser relevante para seus clientes.
Isso vai além da volatilidade.
Uma ação cair 50% não é necessariamente risco.
Um negócio se tornar irrelevante é.
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Se você leu a análise do Michel até o final, há uma grande chance de você ser tão apaixonado por investimentos quanto nós.
Se isso for verdade, não tenho a menor dúvida de que o M3 CLUB é o melhor lugar para você estar.
Nesta segunda-feira (22 de junho de 2026), estamos abrindo uma nova leva de membros para a nossa comunidade. Para manter a qualidade das discussões e interações, somos criteriosos na escolha de novos assinantes.
Você ter aberto a minha newsletter e ler este email inteiro já é um bom indício de que você pode estar conosco.
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